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RS: que caminho queremos trilhar?
*Zila Breitenbach | PSDB - 18:29 - 22/12/2015

A desaprovação popular na pesquisa divulgada no último dia 11 de dezembro, realizada pelo Instituto Paraná e Correio do Povo, no que se refere à administração do Rio Grande do Sul, chama a atenção: mais de 60% dos gaúchos rejeita o equilíbrio das contas, a redução do pagamento de dívidas e a venda, privatização ou fusão de estatais e/ou autarquias. 

Analisando os resultados da pesquisa, ante o atual cenário enfrentado pelo Estado, creio seja fundamental, neste momento, a compreensão da sociedade da aprovação de projetos estruturais no que se refere à receita e despesas do estado. Só assim, com a criação de um ambiente favorável às reformas, o governo fará a sua parte e, no futuro, o cidadão poderá voltar a receber serviços eficientes e de qualidade, os quais lhe são de direito.

Não há outro caminho a seguir: a tarefa a ser cumprida é fazer com que a despesa caiba dentro da receita. Todavia, precisamos todos, governo, parlamento, sindicatos, servidores e a sociedade, proporcionar um ambiente onde as mudanças possam acontecer, com foco na recuperação da capacidade do estado de cumprir com seu papel. Governo após governo, a cada investida do gestor para reduzir a estrutura da máquina, modernizando-a frente a novos tempos, a sociedade, não raras vezes, se insurge contrária.

A situação do Rio Grande é emergencial: o Estado sequer consegue honrar sua folha de pagamento. Não temos mais tempo, não é mais hora de discursos. Precisamos de ações concretas, como a lei aprovada na Assembleia Legislativa em 2015, que acabou com a aposentadoria integral e criou sistema complementar, a exemplo do que acontece no plano federal há alguns anos. Agora, a pauta é a Lei de Responsabilidade Fiscal Estadual, que cria mecanismos de controle que estabelecem o aumento de gastos atrelados ao incremento da receita.

É necessário entender, em definitivo, que todo PIB (Produto Interno Bruto) do Estado, toda a riqueza que geramos, o fruto do trabalho dos gaúchos, é consumido pelo custeio da estrutura estatal. É hora de pensarmos no futuro, é preciso que nos ajustemos a novos tempos. Não podemos, mais uma vez, perder a oportunidade.

Sabemos que este é um processo longo e de elevado custo político. São necessárias mudanças urgentes. E a sociedade precisa apoiá-las. O Estado deve estar acima da política. Pelos resultados da pesquisa citada, deixo a indagação: qual o Rio Grande os gaúchos buscam?

*Líder Partidário

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