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PANDEMIA
Deputados apresentam demandas à secretária da Saúde para ações durante pandemia
Olga Arnt - MTE 14323 | Agência de Notícias - 08:40 - 25/04/2020 - Foto: Reprodução / ALRS
Em reunião virtual da Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa, realizada na tarde desta sexta-feira (24), a secretária da Saúde, Arita Bergmann, afirmou que a situação do Rio Grande do Sul em relação à pandemia de Covid-19 não é tranquila, mas mostra que a lição de casa foi feita corretamente. A adoção do isolamento social no momento adequado, segundo ela, deu tempo necessário para que as autoridades sanitárias organizassem a rede de atendimento aos infectados e estruturassem planos de contingência nos municípios.

O encontro, que foi coordenado pela presidente da Comissão, Zilá Breitenbach (PSDB), e pelo líder do governo, Frederico Antunes (PP), contou com a participação de 29 deputados, que manifestaram uma série de preocupações em relação ao avanço da pandemia no estado. Arita detalhou as medidas adotadas pelo governo gaúcho e relatou as dificuldades enfrentadas, especialmente, em relação à aquisição de equipamentos, cujos preços dispararam e o prazo para a entrega, que em alguns casos chega a 150 dias. Por outro lado, alguns gargalos estão sendo superados, como a escassez de equipamentos de proteção individual (EPIs), comum no início da pandemia. Três milhões de itens, conforme a secretária, já foram distribuídos, e outros 10 milhões foram comprados para serem liberados de acordo com a demanda.

Com 1.684 leitos para atender pacientes de Covid-19 espalhados por 300 hospitais públicos e privados, localizados em diferentes regiões, a secretária não descarta a requisição de novas vagas, caso seja necessário. Hoje, os 147 pacientes internados em UTIs (68 confirmados e 79 suspeitos) mantêm a taxa de ocupação na casa dos 58,2%. Há no estado outros 327 leitos de UTIs prontos , mas sem equipamentos. Ela espera que o governo federal envie respiradores e aguarda uma remessa desse item, que está sendo fabricada em Caxias do Sul.

A realização de testes para verificar a prevalência do coronavírius na população gaúcha também foi abordada pela secretária. Ela afirmou que os testes são caros, mas que o governo do Estado disponibilizará 130 mil testes rápidos para aplicação em profissionais de saúde e seus contatos, idosos com comorbidades, pacientes com suspeita e agentes penitenciários. A ampliação do público-alvo depende do envio de mais testes pelo Ministério da Saúde.

Questionamentos
Um dos questionamentos levantados pelos deputados diz respeito ao atendimento hospitalar em seus municípios. O deputado Eduardo Loureiro (PDT) defendeu a utilização dos recursos das emendas parlamentares na implantação do plano de contingência dos municípios. O progressista Sérgio Turra (PP) pediu uma investigação do aumento de casos em algumas cidades e prioridade no envio de recursos para estas localidades. E Pedro Pereira (PSDB) reivindicou o aumento de leitos de UTIs na Zona Sul do estado.

A deputada Franciane Bayer (PSB) defendeu a utilização do Hospital Beneficência Portuguesa, em Porto Alegre, para atender pacientes infectados pelo coronavírus, e o deputado Fábio Branco (MDB), a compra de leitos na Santa Casa de Rio Grande, que enfrenta sérias dificuldades financeiras.

O aumento de casos Covid-19 em Passo Fundo também preocupa os parlamentares. O deputado Mateus Wesp (PSDB) cobrou uma estratégia para o enfrentamento do problema na região. Na próxima semana, uma equipe da Secretaria da Saúde deverá se reunir com autoridades locais para enfatizar as orientações técnicas com o intuito de evitar surtos em empresas, como aconteceu em frigoríficos. Já o deputado Issur Koch (PP) cobrou o retorno de consultas, exames e cirurgias eletivas pelo SUS. Sobre isso, Arita afirmou que o Executivo editou uma portaria, estabelecendo critérios para a realização deste tipo de atendimento.

A substituição do modelo de isolamento social pelo distanciamento controlado, como pretende o governo do Estado, foi criticado pelo deputado Pepe Vargas (PT). Para ele, que é médico, não é o momento para isso. A flexibilização das regras de afastamento social só deverá ocorrer, na sua opinião, quando houver o declínio dos casos. 

A secretária afirmou que a medida  obedece a critérios técnicos e observa uma série de indicadores de saúde. A rigidez das regras do distanciamento controlado, segundo ela, será de acordo com a situação de cada região. Informou também que, na próxima semana, o governo deverá realizar uma reunião com os deputados para explicar o novo modelo.
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Comissão de Saúde e Meio Ambiente-reunião virtual

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