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Deputado(a) Miriam Marroni
Dep. Miriam Marroni
GRANDE EXPEDIENTE
Miriam presta homenagem aos 40 anos do Centro de Apoio e Promoção da Agroecologia
Olga Arnt - MTE 14324 - 15:40 - 22/08/2018 - Foto: Marcelo Bertani
Parlamentares associaram-se à homenagem de Miriam
Parlamentares associaram-se à homenagem de Miriam

A deputada Miriam Marroni (PT) ocupou o período do Grande Expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta quarta-feira (22) para homenagear os 40 anos de atuação do Centro de Apoio e Promoção da Agroecologia (CAPA). A entidade, vinculada à Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), atua nos três estados do Sul do Brasil, promovendo a disseminação de práticas econômica e ecologicamente sustentáveis entre pequenos produtores rurais.

O CAPA foi fundado em Santa Rosa em 1979, num momento em que agricultores familiares eram expulsos do campo em decorrência do modelo de desenvolvimento chamado Revolução Verde, um pacote de modernização baseado na produção agrícola em larga escala, uso intensivo de agrotóxicos e mecanização. “A monocultura da soja vinha tomando conta do campo, com apoio e crédito à disposição. Aos pequenos agricultores restava a opção de migrar para as cidades ou para as novas áreas de colonização, no Mato Grasso e Rondônia”, contextualizou a deputada.

Conforme Miriam, diante da situação, a IECLB resolveu apostar num serviço de apoio aos pequenos agricultores, que recebeu, originalmente, o nome de Centro de Aconselhamento ao Pequeno Agricultor. “A proposta inicial foi resistir ao modelo do veneno, valorizar a pequena propriedade como produtora de alimentos e estancar o êxodo rural. O trabalho inicial foi árduo, mas aos poucos, experiências positivas começaram a surgir, com base na cooperação entre as famílias”, afirmou, frisando que, apesar de o CAPA ser vinculado à IECLB, seus serviços estão abertos a todos os interessados, independentemente da crença religiosa.

Hoje, o CAPA está organizado em cinco núcleos, sendo três no Rio Grande do Sul – Pelotas, Santa Cruz do Sul e Erechim. A organização atua na forma de consórcio, com todos núcleos vinculados à Fundação Luterana de Diaconia. Cada núcleo conta com uma equipe técnica e uma coordenação local. Os três núcleos gaúchos são coordenadas por mulheres: Ingried Giesel (Erechim), Melissa Lenz (Santa Cruz do Sul) e Rita Surita (Pelotas).

Cidadania
Miriam revelou que tomou conhecimento da existência do centro quando foi secretária de Cidadania e Direitos Humanos de Pelotas no início dos anos 2000. “Muitas famílias da periferia passavam fome. Buscamos a parceria das comunidades religiosas e dos agricultores familiares para distribuir alimentos saudáveis nas 43 localidades mais pobres do município. O CAPA foi fundamental neste processo, pois coube a ele articular os agricultores de Pelotas e região para fornecer hortifrutigranjeiros para o Programa Alimentando a Cidadania”, contou.

Outra experiência da parceria da prefeitura de Pelotas com o CAPA foi a Merenda Ecológica. A Secretaria da Educação passou a adquirir produtos ecológicos dos agricultores assistidos e organizados pela entidade para a merenda escolar.

Programas
Hoje, a organização desenvolve experiências de produção, beneficiamento, industrialização e formação de agricultores com o propósito de contribuir para que o meio rural seja um espaço de realização para todos, tendo como princípios norteadores a agroecologia, associativismo, solidariedade, sustentabilidade e respeito ao meio ambiente.

Além de fomentar as feiras ecológicas, que representam alternativas de comercialização de alimentos saudáveis, o CAPA aposta na solidariedade e na cooperação das famílias para superação de problemas e conquista de uma vida melhor no campo. Neste sentido, ajuda a formar associações comunitárias e cooperativas, como a Cooperativa CECOVALE, em Santa Cruz do Sul; a Cooperativa dos Agricultores Familiares Ecologistas Solidários, de Erechim; e a COOPAR, de São Lourenço do Sul, e a Cooperativa CAFSUL, de Pelotas, que se dedica à industrialização de pêssego e figo.

A atuação junto a comunidades indígenas e quilombolas, elos mais fracos no meio rural, também foi lembrada pela parlamentar. “O CAPA Pelotas realizou um trabalho de levantamento e descrição de mais de 40 comunidades quilombolas no Território da Cidadania Zona Sul. Muitas destas comunidades tiveram o reconhecimento oficial e passaram a receber atenção de políticas públicas”, apontou.

Miriam também destacou o empenho da entidade para organizar e buscar alternativas de renda para os pescadores artesanais.

O deputado Zé Nunes (PT) se manifestou por meio de aparte.

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Grande Expediente em homenagem aos 40 anos do Centro de Apoio e Promoção da Agroecologia

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