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Dep. Dr. Thiago Duarte
55ª LEGISLATURA
Instalada a Frente Parlamentar de Prevenção à Prematuridade no RS
Letícia Rodrigues* - MTE 9373 - 19:40 - 04/09/2019 - Foto: Celso Bender

A Assembleia Legislativa instalou, na noite desta quarta-feira (4), a Frente Parlamentar de Prevenção à Prematuridade no Rio Grande do Sul, que será presidida pelo deputado Dr. Thiago Duarte (DEM). Os partos prematuros, que ocorrem antes da 37ª semana, vêm aumentando de forma significativa e já representam cerca de 11,5% do total dos nascimentos no Brasil, conforme dados coletados em 2010.

“A prematuridade está diretamente relacionada com a falta de planejamento familiar. Diminuir a prematuridade significará diminuir a mortalidade infantil, e é isto que perseguiremos", apontou o deputado. Segundo ele, além de acompanhar a produção legislativa de matérias que tenham interface com o tema, a Frente Parlamentar irá visitar locais de atendimento e publicizar ações positivas que previnem a prematuridade, entre outras ações.

A deputada Franciane Bayer (PSB) relatou ter um caso de prematuridade na família, conhecendo portanto as dificuldades que ela causa. Lembrou que o tema envolve não só a questão da saúde frágil do prematuro, mas o acolhimento da família, que não está preparada ainda para receber o bebê. "Espero que consigamos fazer com que a sociedade entenda que a prematuridade é um assunto que demanda atenção e ação", finalizou.

O deputado Tiago Simon (MDB) enalteceu as discussões e ações realizadas pelo colega em prol da saúde dentro da Casa Legislativa. Citou outra frente de Dr. Thiago, que luta contra a obesidade infanto-juvenil, recentemente instalada. Levantou a questão do planejamento familiar como forma de combate à prematuridade e se colocou à disposição da Frente Parlamentar para colaborar nos trabalhos.

A fundadora e diretora-executiva da Associação Brasileira de Pais, Familiares, Amigos e Cuidadores de Bebês, Denise Suguitani, falou dos dados alarmantes relacionados ao tema. Segundo ela, 10% dos nascimentos no mundo são prematuros. No Brasil, o índice chega a 11,5%, enquanto no RS é de 12,1%. Falou do trabalho realizado pela Associação, que foi criada há cinco anos e está presente em 18 estados brasileiros, com a participação de mais de 40 voluntários e três mil famílias cadastradas. "É uma grande vitória estarmos reunidos hoje para tratar desse tema", comemorou, citando alguns desafios a serem enfrentados, como ampliação de leitos em UTIs Neonatais, acesso dos pais 24 horas na UTI, doação de leite materno, participação de psicólogos e qualificação das equipes de saúde, entre outros.

Também participaram representantes da Defensoria Pública do Estado, Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Conselho Federal de Medicina, Sociedade de Pediatria do RS, Secretaria Estadual de Saúde, Grupo Hospitalar Conceição, profissionais da saúde e estudantes da Uniritter.

Prematuridade
A prematuridade é a principal causa de morbidade e mortalidade neonatal em países desenvolvidos, sendo responsável por mais 60% dos óbitos infantis de crianças sem anomalias congênitas. No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, a prematuridade é responsável por cerca de 70% dos óbitos de crianças que ocorrem nos primeiros 28 dias de vida. A taxa garante ao País a décima posição no ranking de prematuridade e coloca o Brasil no mesmo patamar das nações pobres.

A prematuridade está associada em grande parte à gravidez indesejada e à gravidez precoce, alerta o deputado. A mãe adolescente tem três vezes mais risco de ter complicações e o seu bebê duas vezes mais. Em áreas de maior vulnerabilidade social de Porto Alegre, como a Restinga, uma a cada três grávidas tem menos de 18 anos. “Isto desencadeia uma série de problemas sociais e de saúde. Antes dos 18 anos, a gravidez é por definição de alto risco, a menina não está plenamente desenvolvida e aumentam situações como a prematuridade”, apontou Dr. Thiago Duarte. 

Entre os fatores de risco da prematuridade, segundo o parlamentar, estão a hiperdistensão uterina, miomas, malformações uterinas, inflamação do colo do útero, infecções urinárias, alterações hormonais, insuficiência placentária, abuso de drogas, tabagismos e álcool.

*Com colaboração de Olga Arnt

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